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Uma pesquisa da Harvard para tranquilizar mães que trabalham fora

Uma pesquisa da Harvard para tranquilizar mães que trabalham fora

A licença-maternidade está chegando ao fim e você não sabe como vai conseguir se afastar do filho para voltar ao trabalho. Sente-se culpada (ah, a culpa!) só de pensar em deixar o bebê para se dedicar à vida profissional. Sem falar em quantas vezes cogitou abandonar a carreira para ser “mãe em tempo integral”. Se você se identifica com essa situação, saiba que o seu emprego também traz benefícios para seu filho(a). Mães que trabalham fora contribuem para a formação das crianças. 

Pesquisadores da Harvard Business School concluíram que filhas de mães que trabalham fora costumam ter um melhor desempenho profissional no futuro. A pesquisa mostrou também que filhos de mães no mercado de trabalho se tornam adultos tão felizes quanto aqueles cujas mães se dedicaram inteiramente à maternidade.

O estudo, além de trazer conforto às mulheres profissionais, serve para derrubar a teoria de que o emprego das mães pode prejudicar o futuro dos filhos. Pelo contrário, o exemplo contribui para a formação desses futuros profissionais. Tanto meninas quanto meninos são mais bem educados, dizem os cientistas.

No caso das filhas de mães que trabalham fora, a pesquisa descobriu que elas são mais propensas a trabalharem sozinhas, têm mais responsabilidades de supervisão, mais chances de conseguir cargos em posições privilegiadas e, consequentemente, salários mais altos. Os meninos são influenciados de forma diferente por suas mães que trabalham. Quando adultos, ajudam mais em casa e tendem a passar mais tempo cuidando dos próprios filhos.

>> A licença-maternidade só começa quando o bebê nasce?

Os resultados foram divulgados em etapas. Em 2015, quando os primeiros dados vieram a público em um artigo no jornal New York Times, muitos criticaram a pesquisa como uma “guerra de mães”. Mas o retorno mais comum em relação ao levantamento foi de mães que sofrem culpa, insegurança e desaprovação dos outros simplesmente pelo fato de trabalharem fora. Para elas, foi uma ótima notícia.

Mais de 100 mil homens e mulheres de 29 países responderam a perguntas sobre como o dia a dia de suas mães afetou sua vida adulta. Os resultados foram obtidos a partir do cruzamento de dois levantamentos sobre maternidade e mercado de trabalho realizados pela Harvard entre 2002 e 2013.



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