Outubro Rosa: 5 dúvidas sobre câncer de mama e maternidade

Outubro Rosa: 5 dúvidas sobre câncer de mama e maternidade

Chegamos ao Outubro Rosa, o mês internacional de prevenção ao câncer de mama. Neste ano, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) lança o movimento de conscientização “Quanto antes melhor”, convocando as mulheres a adotar um estilo de vida saudável. A SBM quer reforçar que há muito o que viver após o câncer de mama e que o cuidado com a saúde da mulher deve ser visto com atenção, principalmente neste momento em que o rastreamento e o tratamento da doença foram prejudicados com a pandemia de Covid-19.

O câncer de mama é o tipo de tumor maligno mais comum entre as mulheres. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) indicam que até o final deste ano são esperados mais de 60 mil novos casos no Brasil, muitos deles atingindo mulheres que ainda podem engravidar. Por isso, a preservação da fertilidade e a conscientização sobre temas relativos à maternidade estão cada vez mais em pauta entre especialistas e pacientes.

CÂNCER DE MAMA E MATERNIDADE

1 – Amamentar previne o câncer de mama? Sim
Sim, o aleitamento materno serve como fator preventivo para o câncer de mama. Pesquisadores estimam que o risco de a mulher que amamenta contrair câncer de mama é 22% menor comparado com o das mulheres que nunca deram o peito, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). E por que isso acontece? O Instituto Nacional do Câncer (Inca) explica que, durante o período de aleitamento, as taxas de determinados hormônios que favorecem o desenvolvimento desse tipo de câncer caem na mulher. Além disto, alguns processos que ocorrem na amamentação promovem a eliminação e renovação de células que poderiam ter lesões no material genético diminuindo assim as chances de câncer de mama na mulher. Quanto mais prolongada for a amamentação, maior a proteção para a mãe e o bebê. Falamos sobre isto no post do Outubro Rosa do ano passado. O indicado é amamentação exclusiva até os 6 meses de vida do bebê. Mesmo com a introdução alimentar, o leite materno não deve ser suspenso. Sugere-se que siga até os dois anos ou mais.

2 – Quem tem câncer de mama pode amamentar? Depende
Não é possível afirmar que todas as mulheres que estão tratando um câncer de mama podem amamentar. É preciso analisar cada situação. E só os médicos especialistas que acompanham o caso é que podem avaliar riscos e benefícios da continuidade da amamentação. Existem medicamentos, por exemplo, que podem ser eliminados no leite materno e prejudicar o bebê. Quando a doença é descoberta durante o período de aleitamento, a amamentação pode ser comprometida. Na fase inicial do tratamento, em caso de uso de quimioterapia ou radioterapia, o ideal é evitar a amamentação. Se já o tratamento foi realizado, não necessariamente haverá restrições à amamentação. A dica de sempre é: converse com o seu médico.

3 – É possível engravidar após ter câncer de mama? Sim
Muitas mulheres conseguem engravidar após tratar o câncer de mama. No entanto, alguns tratamentos podem dificultar a gravidez. Segundo reportagem do UOL, a infertilidade pode atingir até 50% das pacientes. Isso varia conforme o tipo de tratamento, assim como a medicação e a idade da paciente. Após o tratamento, a mulher deve tomar alguns cuidados. O tempo de espera para engravidar pode variar de dois anos, no caso de tumores de baixo risco, até o término do tratamento completo, em aproximadamente cinco anos. Se você planeja ter filhos, é importante conversar sobre todas as suas opções antes de iniciar o tratamento do câncer de mama.

4 – Menstruação precoce e maternidade tardia são fatores de risco? Sim
Quem menstrua antes dos 12 anos ou é mãe depois dos 30 anos tem maior probabilidade de desenvolver a doença, segundo o Inca. O mesmo vale para mulheres que não têm filhos ou entraram na menopausa tardiamente. Em todos esses casos, a explicação é a mesma: a maior exposição ao estrógeno, intimamente ligado ao câncer de mama. Por outro lado, ser mãe antes dos 30 e amamentar (como falamos acima) são fatores de proteção.

5 – Tocar as mamas e se autoconhecer ajuda a prevenir o câncer de mama? Sim, muito!
Você sabia que o autoexame como método de rastreamento do câncer de mama já não é mais recomendado? Mas se tocar e conhecer o próprio corpo ainda é muito importante para a prevenção. Na maioria dos casos, ao apalpar os seios e a região das axilas, é muito difícil identificar pequenos caroços (1cm), que caracterizam o diagnóstico precoce. Com o autoexame, a mulher geralmente só encontra tumores com mais de 2cm, o que significa que o câncer já pode estar em um estágio avançando. Por isso, a orientação do Inca é “que a mulher observe e apalpe suas mamas sempre que se sentir confortável para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem necessidade de aprender um técnica de autoexame ou de seguir uma periodicidade regular e fixa, valorizando a descoberta casual de pequenas alterações mamárias suspeitas”. Além, claro, de tomar os cuidados preventivos e fazer as avaliações de rotina. Segundo o Inca, só 35% das mulheres com câncer de mama identificaram o tumor com o autoexame. Esta reportagem do UOL fala mais sobre o autoexame. Vale a leitura.



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