Novembro Roxo: a importância de falar sobre parto prematuro

Novembro Roxo: a importância de falar sobre parto prematuro

Um dos maiores medos das grávidas é o parto acontecer antes da hora. Isto é o bebê nascer prematuro. Quando a gestação ultrapassa as 37 semanas, vem até um certo alívio. A mulher tende a ficar mais tranquila já que a possibilidade de um parto prematuro passou. Mas os números reforçam a importância de falar cada vez mais sobre o assunto. 17 de novembro é o Dia Mundial da Prematuridade, data celebrada dentro do Novembro Roxo, mês dedicado à conscientização dos nascimentos prematuros. O slogan da campanha deste ano é “Juntos pelos prematuros, cuidando do futuro”.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a prematuridade – nascimento antes de 37 semanas de gestação – é a primeira causa de mortalidade infantil em todo o mundo. Segundo dados da Unicef e do Ministério da Saúde, 11,7% de todos os partos realizados no país são prematuros. Esse percentual coloca o Brasil na 10ª posição entre os países onde mais nascem crianças prematuras, perdendo apenas para países como Índia, China, Nigéria e Paquistão.

São várias as causas que podem levar à prematuridade (hipertensão e diabetes gestacional, idade materna, gestação de gêmeos, patologias maternas…), mas o principal passo para evitar esse problema é a prevenção. O pré-natal é uma das medidas mais eficazes para uma gestação saudável. Para quem ainda não conhece, vale a pena visitar a Prematuridade.com, uma ONG referência no assunto e a responsável pelas ações do Novembro Roxo.

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Ter um bebê prematuro vai muito além dos dias a mais de hospital até o bebê receber alta. É viver uma montanha-russa de emoções, frequentar UTI neonatal com a cabeça carregada de medos (“Quando vou conseguir levar meu filho para casa?”, “Ele terá sequelas?” etc). O bebê que nasce antes das 37 semanas pode apresentar imaturidade de alguns sistemas importantes do corpo. Por isso, a volta pra casa exige ainda mais cuidados do que qualquer outro recém-nascido. Esta reportagem da revista Crescer responde dúvidas frequentes sobre os cuidados com bebês prematuros após a alta hospitalar. Vale a leitura.

O fato é que ninguém espera passar por um parto prematuro, mas todas as gestantes estão sujeitas a ele. Por isso, é importante falar cada vez mais sobre o tema.

A amamentação do prematuro

Ao passar por um parto prematuro, é inevitável a preocupação da recém-mãe quanto à amamentação. Quando será que bebê o terá forças para mamar? O leite materno é o melhor alimento para todos os bebês e em especial para os prematuros, pois oferece imunidade, promove o crescimento e desenvolvimento neurológico e reforça o vínculo entre o bebê e sua mãe. A amamentação do prematuro é possível, sim, mas pode demorar um pouquinho mais para acontecer. Em função da imaturidade do trato gastrointestinal e da falta de reflexos de sucção e deglutição, eles podem precisar receber os primeiros alimentos por via intravenosa. Com uma maior maturidade gastrointestinal, o leite materno é oferecido ainda na UTI através de uma sonda, um tubo flexível que é introduzido no nariz (nasogástrica) ou na boca (orogástrica) e chega ao estômago do bebê.

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A relactação é uma técnica usada para alimentar o bebê quando a amamentação não é possível, como no caso dos bebês prematuros. O mecanismo é bem simples: uma sonda é acoplada a um recipiente que contenha o leite da mãe e a ponta da sonda é fixada ao seio materno, junto ao bico, como um canudinho, para que o bebê sugue os dois ao mesmo tempo. Para a maioria desses pequenos, mamar no seio é um aprendizado lento e gradual: tudo vai depender da idade gestacional com que ele nasceu, do tamanho do bebê e de seu estado de saúde. O mais importante deste processo é estimular a produção de leite da mãe.

Prevenindo o parto prematuro

10 medidas simples que podem evitar que o seu bebê nasça antes da hora, de acordo com a ONG Prematuridade.com:

  1. Está planejando engravidar? Converse com seu médico antes. Ele pode dar conselhos importantes para uma gestação saudável desde o início.
  2. Comece o pré-natal assim que confirmar o resultado positivo. Quanto antes começar, melhor para a mãe e para o desenvolvimento do feto. E siga o cronograma de consultas rigorosamente.
  3. Apresente ao médico o seu histórico de saúde, assim como o do pai da criança. Detalhes podem ser muito importantes.
  4. Monitore a sua pressão arterial durante toda a gestação.
  5. Mantenha uma dieta equilibrada para evitar ganho de peso exagerado. Converse com o/a obstetra e, se necessário, procure ajuda de um nutricionista. O consumo de bebidas alcoólicas durante a gestação, mesmo em doses pequenas, pode prejudicar a saúde da criança.
  6. Não fume. O fumo aumenta chances de parto prematuro, de o bebê nascer com baixo peso e da morbimortalidade dos recém-nascidos.
  7. Não se automedique. Há remédios muito perigosos para as gestantes.
  8. Pratique exercício. Sempre com autorização do seu médico e, de preferência, com acompanhamento profissional.
  9. Mantenha seu calendário de vacinação atualizado. Algumas vacinas são contraindicadas na gravidez e outras precisam de reforço.
  10. Esteja alerta para sangramentos e observe líquidos e secreções vaginais.



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