Mitos da amamentação: a consultora, Natalia Zveibil, esclarece dúvidas

Mães amamentando. Foto: Marcela Alvim

Perguntamos a especialista em amamentação quais são os maiores mitos da amamentação. Ela elencou três e explica cada um deles no texto abaixo.

A amamentação é uma fase carregada de dúvidas para as mães. Diante da importância do tema e de tantas divergências sobre o assunto, convidamos a fonoaudióloga e consultora de amamentação, Natalia Zveibil, para falar a respeito. Começamos perguntando a ela quais os maiores mitos da amamentação e de cara ela levantou três. Confira a nossa conversa e tire as suas dúvidas.

Leite fraco

“Eu acho que o maior de todos é se o leite é fraco.”, foi assim que a Natalia respondeu quando começamos esse papo sobre os mitos da amamentação. Ela deixou claro que o leite materno é o alimento ideal para o bebê e frisou se tratar de um mito: “Não existe leite fraco. De jeito nenhum.”

Para ficar claro, a consultora detalhou que a produção do leite materno tem várias fases para que o bebê receba tudo o que precisa conforme seu desenvolvimento. “O leite materno é um organismo vivo que vai se adaptando às necessidades do bebê. Conforme o bebê vai crescendo, o leite vai se modificando para suprir essas necessidades desde o colostro até o bebê realmente desmamar. O leite materno é o alimento mais completo que tem. Então o leite fraco é, sim, mito.”, aponta.   

Tamanho da mama

A segunda questão que Natalia trouxe sobre os mitos da amamentação foi o tamanho da mama. Muitas mulheres se questionam se uma mama pequena dará conta de produzir a quantidade de leite necessária para o bebê. “Não tem relação entre o tamanho da mama e a quantidade de leite que a gente produz”, explica. “O leite é produzido pelas glândulas mamárias. Temos glândulas suficientes para a quantidade de mama e tamanho de peito, e é suficiente para a produção láctea.”, enfatiza.

O leite secou

A outra dúvida que muitas mulheres tem a respeito da amamentação e que é um mito para Natalia é o leite secar. Muitas mães relatam que a mama não fica tão cheia como no início e acham que o leite está secando. A fonoaudióloga alerta que esse é mais um mito da amamentação. “Peito é fábrica, não é estoque. Grande parte do leite é produzido durante a mamada. Não fica estocado lá. Por isso que com o passar do tempo a gente vai produzindo conforme a demanda do bebê.”, destaca.  

O corpo da mulher entende a quantidade para alimentar o bebê e produzir o necessário para cada mamadas. “Quando tem a pojadura, o leite desce, a mama fica bem cheia. O corpo ainda não sabe quanto deve produzir. Com o passar do tempo, a mama não enche mais tanto quanto enchia antes, mas a quantidade de leite que o bebê precisa é produzida com certeza.”, finaliza.  

Você ainda tem dúvidas sobre amamentação e outros temas relacionados a maternidade e gravidez? Conte pra gente!



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