Gestantes e puérperas entram para grupo de risco da covid-19. Entenda por que não se desesperar

Gestantes e puérperas entram para grupo de risco da covid-19. Entenda por que não se desesperar

O Ministério da Saúde incluiu gestantes e puérperas – mulheres no período pós-parto – no grupo de risco para o novo coronavírus, que provoca a doença batizada de covid-19. O que isso quer dizer na prática? Que as grávidas e as mulheres que deram à luz são mais vulneráveis às complicações da doença até 60 dias após o parto (o puerpério dura entre 45 e 60 dias). Com certeza, este anúncio deve ter aumentado a ansiedade de muitas gestantes. Se você está nesse grupo, calma. Vamos explicar por que, seguindo as orientações dos órgãos de saúde, como evitar aglomerações e a higienização das mãos, não há motivos para pânico.

Até então, apenas gestação de alto risco era considerada condição clínica preocupante para desenvolvimento de complicações da covid-19. Por se tratar de um vírus recente, ainda não há estudos que comprovem que gestantes e puérperas apresentem um risco de que a doença evolua para quadros graves. O que ocorre é que essas mulheres são mais suscetíveis a agravamento de infecções, seja por coronavírus ou outros vírus, como os da gripe.

O Ministério da Saúde explicou, por meio de nota, segundo o UOL , justamente isso: a inclusão de puérperas e gestantes na lista deve-se ao fato de elas serem mais vulneráveis a infecções em geral. Elas já estão, por exemplo, incluídas nos grupos de risco do vírus da gripe. “Estudos científicos apontam que a fisiopatologia do vírus H1N1 pode apresentar letalidade nesses grupos associados à história clínica de comorbidades dessas mulheres. Sendo assim, para a infecção pela covid-19, o risco é semelhante pelos mesmos motivos fisiológicos, embora ainda não tenha estudo específico conclusivo. Portanto, os cuidados com gestantes e puérperas devem ser rigorosos e contínuos, independentemente do histórico clínico das pacientes”, diz a nota, de acordo com o site.

Apesar dessa nova diretriz, não há motivo para desespero. Já falamos aqui no Blog da Maya sobre os cuidados necessários para as futuras mamães diante da pandemia atual, e a Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp) orienta: todas as gestantes devem realizar as medidas de prevenção como qualquer outra pessoa e, caso tenha algum sintoma, ela deve entrar em contato por telefone com seu obstetra de confiança. No dia 3 de abril, a Sogesp publicou um “tira-dúvidas” sobre o assunto, envolvendo gestantes e pós-parto (amamentação, visitas, vacinas). Você pode acessar aqui. Aqui no blog também já publicamos o relato de uma mãe que teve filho dia 29 de março, em meio à pandemia.

Nunca é demais lembrar. Se você é gestante ou tenha passado por trabalho de parto ou mesmo cirúrgico e tenha um bebê recém-nascido, as precauções contra a doença são as mesmas. A Sogesp recomenda seguir essas orientações em qualquer ambiente:

  • Evitar contato próximo com pessoas apresentando infecções respiratórias agudas;
  • Lavar frequentemente as mãos (pelo menos 20 segundos), especialmente após contato direto com pessoas ou com o meio ambiente e antes de se alimentar. Se não tiver água e sabão, use álcool em gel 70%, caso as mãos não tenham sujeira visível;
  • Evitar tocar olhos, nariz e boca sem higienizar as mãos;m
  • Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
  • Usar lenço descartável para higiene nasal;
  • Cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  • Manter os ambientes bem ventilados

Fonte: Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp)

E um lembrete importante para as grávidas: vacine-se contra a gripe Influenza.



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