Dia dos Namorados: mitos e verdades sobre sexo na gravidez

Dia dos Namorados: mitos e verdades sobre sexo na gravidez

Entre as inúmeras dúvidas que surgem com a descoberta da gravidez, principalmente se for uma mamãe de primeira viagem, está a que envolve a relação sexual da gestante. Posso transar grávida? Vai machucar o bebê? O sexo compromete o meu parto? E por aí vai. Portanto, é importante o casal saber: sexo é saudável e faz bem, inclusive na gravidez. Segundo os médicos, se a gestação não for de risco, a prática está liberada do primeiro ao último trimestre. Então, aproveitem a semana do Dia dos Namorados – e todas as outras!

Transar, além de ser um ótimo remédio para a autoestima (o corpo da mulher passa por muitas transformações no período, como o ganho de peso), ajuda a controlar a ansiedade e melhora o humor (alguém por aí acorda rindo à toa?). A relação sexual também aumenta a produção de anticorpos, libera hormônios que trazem a sensação de bem-estar e fortalece a musculatura da vagina. Sem falar, claro, que favorece a relação do casal num período com tantas mudanças físicas e emocionais.

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Já no período do pós-parto, a mulher precisa se preparar para retomar a vida sexual. Segundo a Federação das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a prolactina, hormônio que passa a ocupar um grande espaço no corpo da mulher, em decorrência da amamentação, pode diminuir a libido. Além disso, a falta de estrogênio, que diminui nesse período, faz a vagina ficar menos lubrificada, fator que pode gerar dor ou ardência durante a penetração.

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Muitas pessoas se sentem constrangidas em esclarecer dúvidas quando se trata de sexo. E se o assunto é sexo durante e pós-gravidez aí a dificuldade pode ser ainda maior. Como forma de contribuir com os esclarecimentos, trazemos mitos e verdades comuns do assunto. Mas é sempre válido lembrar: a conversa com o médico é essencial. Não precisa ter vergonha. Os especialistas da área estão acostumados a lidar com o assunto. 

1 – O pênis pode tocar a cabeça do bebê durante o ato sexual.
MITO. Esse é um dos medos mais comuns do casal. Muitos acham que o pênis pode alcançar – e até machucar! – o bebê durante o sexo. Mas fiquem tranquilos, ou melhor, à vontade : ). Esse perigo não existe. Mesmo que o canal vaginal seja penetrado com força, a criança não sente nada. A proteção do bebê dentro da bolsa e do útero não permite o contato com o órgão sexual masculino. Outro mito é o de que o pênis poderia romper a bolsa e provocar perda de líquido ou mesmo sangramento, o que também não acontece.

2 – Manter relação sexual no fim da gestação ajuda no parto.
VERDADE. Certamente você já ouviu por aí que transar no fim da gravidez ajuda no trabalho de parto. Pois então. Se não há contraindicações para a gestante, o sexo pode ser praticado até os 9 meses de gestação. O ato pode estimular contrações uterinas devido à liberação de ocitocina, assim como o amolecimento do colo do útero causado pelas prostaglandinas presentes no sêmen. Transar durante a gestação, assim como um exercício leve ou moderado, ajuda a melhorar o condicionamento físico e a musculatura vaginal da mulher, tão importantes no trabalho de parto. 

3 – O parto normal altera o canal vaginal e compromete as relações sexuais.
MITO. Esse papo de que o parto normal “estraga” a vagina é mera desculpa, alertam os especialistas. Durante o pré-natal, a recomendação é que a mulher se prepare para o parto fazendo exercícios, como os de Kegel – conjunto de atividades para fortalecer os músculos do assoalho pélvico. Eles também ajudam a aumentar a consciência da mulher sobre seu canal vaginal. Após a chegada do bebê, tudo volta ao que era antes. Muitos médicos, inclusive, dizem que o sexo tende a ficar até melhor, já que a mulher aprende a usar a musculatura da vagina para contrair e relaxar. 

4 – Grávidas com algum tipo de risco devem evitar a relação sexual.
VERDADE. O sexo é contraindicado na gravidez se a mulher tiver alguma condição de risco: placenta baixa; infecções graves; rompimento do saco gestacional; ou em casos específicos de sangramento, hipertensão e ameaça de parto prematuro. Não existem contraindicações relativas à idade gestacional, ou seja, ao tempo de gravidez. É importante sempre dialogar com o seu médico durante o pré-natal e esclarecer todas as dúvidas. Não tenha vergonha de perguntar!

5 – Sexo na gravidez pode contribuir para o parto prematuro. 
MITO. Sexo é saudável e faz bem, inclusive na gravidez. A mulher deve fazer os exames ginecológicos de rotina e, com a constatação da gravidez normal, a relação sexual está liberada durante os 3 trimestres. O parto prematuro motivado pelo sexo só acontece se a gestante tiver alguma condição de risco. Essa reportagem do UOL explica que o orgasmo pode produzir muita ocitocina, desencadeando uma contração. E aí, se a mulher tiver um quadro que favoreça parto prematuro, a contração e a dilatação do útero podem evoluir para um nascimento antes do prazo. “Mas apenas nessas situações”, esclarece o texto. 

6 – A libido da mulher pode mudar durante a gestação.
VERDADE. E isso pode acontecer principalmente no primeiro trimestre da gravidez. O motivo, segundo especialistas, está relacionado às mudanças no corpo da mulher que ocorrem devido à ação dos hormônios e que podem provocar mal-estar, como náuseas, inchaço, cansaço e dores nas mamas. Lembrando que o emocional também conta muito. Nos três meses seguintes, com a estabilização hormonal, o desejo sexual costuma voltar. Aqui vale mais uma dica: por ser uma fase com muitas mudanças, físicas e psicológicas, a comunicação entre o casal deve ser ainda mais clara, assertiva e efetiva. A falta de vontade de transar não deve ser interpretada como um sintoma natural para suspender o sexo na gravidez. 



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