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Covid-19: o impacto do isolamento social na vida das crianças

Covid-19: o impacto do isolamento social na vida das crianças

As dificuldades de enfrentar o isolamento social não se restringem somente aos adultos. Crianças também sentem o impacto de ficar o tempo todo em casa por conta da pandemia da Covid-19. Alguns sinais desse desgaste são evidentes, como mudanças de comportamento e alterações de sono (já falamos sobre isto aqui no blog). Outros, porém, são mais difíceis de perceber. Um relatório divulgado recentemente pela Organização Mundial de Saúde (OMS) – junto com Unicef, Unesco e Secretaria-Geral das Nações Unidas sobre Violência contra as Crianças e Parceria Global pelo Fim da Violência – avaliou o impacto da pandemia na vida das crianças.

Fora das escolas e com maior tempo de uso de telas, uma das descobertas foi o aumento de atos de violência no meio virtual, além do temor de muitas crianças sobre a hora de voltar ao ambiente presencial. “Durante a pandemia da Covid-19, e com o consequente fechamento das escolas, observamos um aumento em manifestações de violência e ódio online – e isto inclui o bullying. Agora, com as escolas começando a reabrir, as crianças estão expressando medo em retornar às aulas”, disse Audrey Azoulay, diretora-geral da Unesco. E, nesse período, embora as comunidades online tenham sido importantes para manter o aprendizado, por exemplo, identificou-se o aumento de comportamentos de risco online e de exploração sexual através das redes.

Segundo o “Relatório de Status Global na Prevenção de Violência Contra Crianças”, as medidas de isolamento social restringiram as fontes de auxílio que as famílias e as crianças podiam recorrer antes, como amigos, rede de apoio e profissionais. Isso prejudica ainda mais a capacidade das vítimas em lidarem de forma bem-sucedida com a crise e com a nova rotina em casa.

Ainda de acordo com o relatório, observou-se aumento nas chamadas para as linhas de ajuda contra o abuso infantil e violência por parceiro íntimo. “Isolamento social, fechamento de escolas e restrições de movimento deixaram muitas crianças confinadas com seus agressores, sem o espaço seguro que a escola normalmente ofereceria. É urgente intensificar os esforços para proteger as crianças durante esse período e além, inclusive designando assistentes sociais como trabalhadores essenciais e fortalecendo as linhas de apoio infantil”, disse Henrietta Fore, diretora-executiva da Unicef. Em maio, a Unicef publicou um manual com recomendações para proteger os pequenos em tempos de confinamento. Recentemente, também foi lançada aqui no Brasil a campanha Sinal vermelho contra a violência doméstica. Falamos sobre ela neste post.

O balanço das organizações ainda constatou que metade das crianças do mundo, aproximadamente um bilhão, são afetadas todos os anos pela violência física, sexual ou psicológica, o que mostra a falha dos países em seguir as estratégias de combate e prevenção.

Guia de proteção online para crianças

Para contribuir com a segurança online das crianças em época da Covid-19, a ONU lançou o novo guia de proteção online para crianças, com recomendações para os pequenos, pais e educadores, indústria e tomadores de decisão. As novas diretrizes foram redesenhadas do zero para refletir as mudanças significativas no cenário digital em que as crianças se encontram.

As diretrizes para crianças estão disponíveis num formato amigável para este público com três recursos: um livro para crianças de até 9 anos; um livro de exercícios para crianças de 9 a 11 anos, e uma campanha de mídias sociais e micro-site para crianças e jovens de 12 a 18 anos. Estes recursos ajudam a aprender como gerenciar os riscos online e, ao mesmo tempo, a exercitar seus direitos online e se engajar nas oportunidades apresentadas pela internet.

Onde denunciar

  • Conselho Tutelar – Para casos de violência física ou sexual, inclusive por familiares, casos de ameaça ou humilhação por agentes públicos, casos de atendimento médico negado, é necessário chamar o conselho tutelar. Verifique o contato do conselho tutelar da sua cidade
  • Disque 100 – Vítimas ou testemunhas de violações de direitos de crianças e adolescentes, como violência física ou sexual, podem denunciar anonimamente pelo Disque 100.
  • Disque 180 – Em casos de violência contra mulheres e meninas, seja violência psicológica, física, sexual causada por pais, irmãos, filhos ou qualquer pessoa. O serviço é gratuito e anônimo.
  • Polícias – Quando estiver presenciando algum ato de violência, acione a Polícia Militar por meio do número 190. Também é possível acionar as Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher e as de Proteção à Criança e ao Adolescente da sua cidade.
  • Safernet Brasil – A rede recebe denúncias de cyberbullying e crimes realizados em ambiente on-line. Para denunciar, acesse new.safernet.org.br/

Fonte: Guia de bolso Proteção infantil e ajuda humanitária na pandemia de Covid-19 – Plan International



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