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Covid-19: crianças já podem voltar a frequentar os parques?

Covid-19: crianças já podem voltar a frequentar os parques?

O anúncio da reabertura de parques em cidades como São Paulo soou como um alento para os pais com crianças trancafiadas em casa nesta pandemia da Covid-19. Levar os filhos para praticar atividades ao ar livre nunca foi tão desejado quanto agora, quatro meses após o início da quarentena imposta pelo novo coronavírus. Mas, mesmo com a flexibilização, fica a dúvida: as crianças já podem voltar a frequentar os parques?

Embora as reaberturas estejam sendo feitas com novas regras de funcionamento – horário reduzido, limite de capacidade e medidas de higiene, por exemplo -, especialistas dizem que é difícil afirmar o que é seguro neste momento, visto que a pandemia ainda não acabou no país. “O que podemos fazer é lidar com o problema de forma a minimizar o risco, porque o risco em si sempre existe“, afirma a infectologista pediátrica do Hospital GRAACC Fabianne Carlesse para o site bebe.com.br.

Uma escala criada nos Estados Unidos avaliou os riscos de contágio da Covid-19 em algumas situações, entre elas “ficar uma hora em um parquinho”. De acordo com a escala, o risco é médio-baixo. Caminhar, correr ou andar de bicicleta com outros também tem o mesmo risco na escala: médio-baixo (aqui você encontra todos os dados).

A vantagem do parque é ser um espaço aberto, com ar fresco e possibilidade de maior distanciamento entre as pessoas. Isso diminui a chance de transmissão viral. Por outro lado, não está claro quanto tempo o coronavírus pode viver em estruturas de plástico ou metal – materiais dos brinquedos dos parquinhos infantis –, tocadas diversas vezes por mãozinhas diferentes.

Pensando nisso, higienizar as mãos com frequência é a regra máxima quando as famílias estiverem no parque. Ter sempre álcool em gel disponível para todas as atividades, principalmente naquelas em que há contato frequente de mãos e pernas nos parques infantis. Lembrando que o vírus entra no organismo por inalação ou através das mãos, tocando a boca, nariz ou olhos. Usar máscara é obrigatório, assim como manter distância de pelo menos um metro e meio das pessoas.

Embora os pequenos tenham, na maioria dos casos, uma infecção assintomática e o principal risco seja transmitir o vírus para outras pessoas, é preciso ter cautela. Mas aí entra a questão: como manter o distanciamento físico entre as crianças? Essa talvez seja a parte mais difícil. A recomendação, no caso, é evitar parquinhos em horários de pico e não ficar muito tempo. E, dentro do possível, é importante que pais e cuidadores aumentem a vigilância na tentativa de manter o distanciamento físico. Crianças acima de dois anos também devem usar máscara enquanto estiverem fora de casa.

Risco de contágio X saúde mental

Como se viu, tirar uma criança de casa ainda não é seguro e exige uma série de cuidados. Também não sabemos quando será porque a pandemia não tem previsão para acabar. A orientação dos órgãos de saúde ainda é #fiqueemcasa”. Por outro lado, com o isolamento social, crianças e adolescentes estão sendo diagnosticadas com o chamado estresse tóxico – uma condição de estresse elevado e diário, presente em situações de muita adversidade, exatamente o que estamos enfrentando. Entre as consequências estão transtornos do sono, irritabilidade, piora da imunidade, transtorno de ansiedade, depressão.

O fato é que todos nós precisamos tomar sol, respirar ar livre, ter contato com a natureza, fazer atividades físicas. Estamos privados de necessidades importantes para manter a saúde física e mental há mais de 100 dias. Por isso, neste momento, cada família deve avaliar se é o momento de flexibilizar. Nas cidades onde os casos estejam mais controlados, por exemplo, talvez dar uma volta no parque, tomando todos os cuidados, ajude a diminuir o estresse e a ansiedade de ficar em casa tanto tempo.



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