Autoras e livros para celebrar o Dia da Mulher

Autoras e livros para celebrar o Dia da Mulher

O que não falta são mulheres inspiradoras pelo mundo afora, que se destacam por suas conquistas e lições de vida. Para celebrar o 8 de março, Dia Internacional da Mulher, preparamos uma listinha com esses exemplos na literatura. Com a ajuda da editora e tradutora de livros Lígia Azevedo, selecionamos 5 obras sobre mulheres que inspiram e 5 autoras contemporâneas que vale a pena conhecer. Aproveite para colocar o seu filho cedo na cama, escolha um cantinho tranquilo de casa e boa leitura! 

5 LIVROS SOBRE MULHERES REAIS OU DA FICÇÃO PARA VOCÊ SE INSPIRAR

  1.  Livre – A Jornada de Uma Mulher Em Busca do Recomeço (Cheryl Strayed)
    Aos 22 anos, Cheryl Strayed achou que tivesse perdido tudo. Após a repentina morte da mãe, a família se distanciou e seu casamento desmoronou. Quatro anos depois, sem nada a perder, tomou a decisão mais impulsiva da vida: caminhar sozinha cerca de 1.770 quilômetros pela costa oeste dos Estados Unidos, do deserto de Mojave, no sul da Califórnia, atravessando Oregon até o estado de Washington. Cheryl não tinha experiência em caminhadas de longa distância e a trilha era pouco mais que uma linha num mapa. Mas guardava uma promessa – a promessa de juntar os pedaços de uma vida em ruínas. O relato de Cheryl captura a agonia, tanto física quanto mental, de sua incrível jornada; como a enlouqueceu e assustou e, principalmente, como a fortaleceu. Livre é uma história de sobrevivência e redenção, um retrato pungente do que a vida tem de pior e de melhor.
  2.  Eu sou Malala – Como Uma Garota Defendeu o Direito À Educação e Mudou o Mundo (Malala Yousafzai)
    Autobiografia da mais jovem ganhadora do prêmio Nobel da Paz, escrita especialmente para o público juvenil. Uma jovem comum, Malala Yousafzai gostava de acompanhar seus programas de TV preferidos, vivia brigando com os irmãos e adorava ir à escola. Mas em pouco tempo tudo mudaria. Ela tinha apenas dez anos quando o Talibã tomou conta do vale do Swat, onde ela vivia com os pais e os irmãos. A partir desse dia, a música virou crime; as mulheres estavam proibidas de frequentar o mercado; as meninas não deveriam ir à escola.
    Criada em uma região pacífica do Paquistão totalmente transformada pelo terrorismo, Malala foi ensinada a defender aquilo em que acreditava. Assim, ela lutou com todas as forças por seu direito à educação. E, em 9 de outubro de 2012, quase perdeu a vida por isso: foi atingida por um tiro na cabeça quando voltava de ônibus da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria. Hoje Malala é um grande exemplo, no mundo todo, do poder do protesto pacífico, e é a pessoa mais jovem e a receber o Prêmio Nobel da Paz. Nesta autobiografia, em que ela conta sua história inspiradora para outros jovens como ela, Malala mostra que todos podem mudar o mundo.
  3.  Fome – Uma Autobiografia Do (Meu) Corpo (Roxane Gay)
    Nesta autobiografia escrita com sinceridade impressionante, a autora best-seller Roxane Gay fala sobre como, após sofrer um abuso sexual aos doze anos, passou a utilizar seu próprio corpo como um esconderijo contra os seus piores medos. Ao comer compulsivamente para afastar os olhares alheios, por anos Roxane guardou sua história apenas para si. Até conceber este livro. Esta não é uma narrativa bem-sucedida de perda de peso. E este também não é um livro que Roxane gostaria de escrever. Entretanto, é uma história que precisa ser contada, e ela o faz com seu estilo contundente e impetuoso, ainda que dotado de um humor mordaz, características que a tornaram uma das vozes mais marcantes de sua geração. Fome é um relato ousado, doloroso e arrebatador.
  4. Sobrevivi.. posso contar (Maria da Penha)
    O livro Sobrevivi…posso contar relata a vida da autora que sofreu uma cruel, dolorosa e covarde violência. Maria da Penha oferece sua história como uma forma de contribuir com transformações urgentes, pelos direitos das mulheres a uma vida sem violência. História que muito tempo depois a tornou protagonista de um caso de litígio internacional emblemático para o acesso à Justiça e para a luta contra a impunidade em relação à violência doméstica e violência familiar contra as mulheres no Brasil. Ícone dessa causa, sua vida está hoje também simbolicamente subscrita e marcada sob a lei número 11.340 ou lei Maria da Penha.
  5. O ano em que disse sim (Shonda Rhimes)
    Um livro motivador da aclamada e premiada criadora e produtora executiva de grandes sucessos televisivos. “Você nunca diz ‘sim’ para nada.” Foram essas seis palavras, ditas pela irmã de Shonda durante uma ceia de Ação de Graças, que levaram a autora a repensar a maneira como estava levando sua vida. Apesar da timidez e da introversão, Shonda decidiu encarar o desafio de passar um ano dizendo “sim” para as oportunidades que surgiam. Os “sins” iam desde cuidar melhor de sua saúde até aceitar convites para participar de talk shows e discursos em público. Além disso, Shonda deu um difícil passo: dizer sim ao amor próprio e ao seu empoderamento. Em O ano em que disse sim, Shonda Rhimes relata, com muito bom humor, os detalhes sobre sua vida pessoal, profissional e sobre como mergulhar de cabeça no “Ano do Sim” transformou ambas.

5 AUTORAS CONTEMPORÂNEAS QUE VOCÊ PRECISA CONHECER

  1. Chimamanda Ngozi Adichie
    Chimanda nasceu em Enugu, na Nigéria, em 1977. Sua obra foi traduzida para mais de trinta línguas e apareceu em inúmeras publicações, entre elas a New Yorker e a Granta. Recebeu diversos prêmios, entre eles o Orange Prize e o National Book Critics Circle Award. Vive entre a Nigéria e os Estados Unidos, e é convidada para palestrar pelo mundo. Seu mais recente livro Para Educar Crianças Feministas – Um Manifesto foi lançado em 2017.
  2.  Alice Munro 
    Alice Munro nasceu em 1931 em Wingham, no Canadá. Dona da livraria mais famosa de seu país e de uma das carreiras mais respeitáveis da literatura de língua inglesa, é autora de diversos livros de contos, traduzidos para mais de dez idiomas. Recebeu numerosos prêmios literários ao longo de sua carreira, incluindo o Nobel de literatura, em 2013. Pela primeira vez o prêmio foi destinado a um escritor especializado em contos.
  3. Angélica Freitas 
    Angélica Freitas nasceu em 1973, em Pelotas, no Rio Grande do Sul. Publicou, entre outros, o premiado volume de poesias Rilke shake, além do recente Um útero é do tamanho de um punho, ambos pela Cosac Naify. Suas obras já foram traduzidas na Argentina, Espanha, México, Estados Unidos, Alemanha e França.
  4. Marjane Satrapi
    Natural de Rasht, no Irã, Marjane Satrapi atualmente vive em Paris. Estudou no liceu francês de Teerã, onde passou a infância. Bisneta de um imperador do país, teve uma educação que combinou a tradição da cultura persa com valores ocidentais e de esquerda. Aos catorze anos, partiu para o exílio na Áustria, e depois retornou ao Irã a fim de estudar belas-artes. Estabelecida na França como autora e ilustradora, Marjane ainda voltou à narrativa de memórias no livro Frango com ameixas, baseado em relatos de seu avô. Em 2007, Persépolis foi transformado num longa-metragem de animação, que estreou no festival de Cannes.
  5. Isabel Allende
    Isabel Allende, hoje de nacionalidade chilena, nasceu em Lima, no Peru, em 1942, e trabalha como jornalista e escritora desde os 17 anos. Seus 22 livros – entre eles A Casa dos Espíritos, Paula e Eva Luna – venderam mais de 70 milhões de cópias pelo mundo e foram traduzidos para 42 idiomas.



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