Amamentação: é possível se preparar?

Amamentação: é possível se preparar?

Dúvidas sobre amamentação estão entre as várias questões que surgem na cabeça das mulheres na gravidez. “Será que vou conseguir amamentar?”. Essa é mais uma daquelas perguntas comuns que nos fazemos e não percebemos o tanto de pressão que ela carrega. Ela aparece como se o êxito na amamentação fosse algo que dependesse exclusivamente da mulher. Juntamente com essa indagação, as mães de primeira viagem começam a ser bombardeadas por conselhos para se preparar para amamentar.

Afinal, é possível se preparar para a amamentação? Sim, há conselhos e dicas que valem a pena seguir. Porém, há muitos mitos e orientações ultrapassadas sobre amamentação ainda sendo passadas adiante. Por isso, é importante se informar em fontes confiáveis, conversar muito com outras mães, sem esquecer que a amamentação – como tudo na maternidade – é uma experiência muito individual.

O cuidado com os seios na gestação

Um dos primeiros sintomas da gravidez, relatam muitas mães, é uma sensibilidade maior nos seios, um incômodo. Antes mesmo do positivo no teste de farmácia, a mulher percebe que tem algo diferente na região das mamas. Geralmente, os seios dão os primeiros indicativos visuais de que há um bebê em formação no ventre, quando a barriga ainda nem se destacou.

Com as mudanças no corpo, corremos para a farmácia e enchemos a cestinha com os cremes antiestrias. Mas atenção! Siga as orientações do médico sobre os produtos que você pode usar durante a gestação. Sobre os seios, o recomendado é lavá-los somente com água, não sendo necessários sabonetes ou cremes. Por quê? Porque os mamilos têm hidratação natural. Usando esses produtos, você acaba retirando essa camada que protegerá contra as rachaduras.

E esfregar os mamilos com esponja e toalhas, para deixá-los “cascudos” para aguentar a pega do bebê? Não! Esse é um conselho antigo que ainda se repete, mas os estudos atuais mostram que isso não é necessário. Só vai aumentar o risco de alguma lesão nas mamas.

E se o bico do peito da mulher for pequeno? Nesses casos, não precisa mesmo massagear, fazer alguma preparação? Não! O formato dos mamilos pouco interfere na amamentação. O bebê não pega o bico do peito. E, sim, ele abocanha toda a auréola. Por conta do formato dos seios e dos mamilos, a mãe pode ter alguma dificuldade inicial na amamentação, mas isso pode ser contornado com uma orientação adequada. E somente profissionais especializados (médicos, enfermeiros, consultores de amamentação) podem dizer quais medidas seguir para buscar o sucesso na amamentação.

E o sutiã de amamentação na gravidez?

O sutiã e as roupas em geral na gravidez devem ser confortáveis. Os sutiãs de amamentação podem dar esse conforto porque estão preparando para dar mais sustentação aos seios. No blog da Maya, já escrevemos sobre dicas para escolher o modelo ideal.

O lado emocional da amamentação

O sucesso da amamentação está bastante ligado também a fatores emocionais. Por isso, a mamãe deve estar cercada por uma rede de cuidados que dê tranquilidade a ela, desde a gravidez. Assim, estar bem informada é algo que vai ajudá-la nesse momento, já que poderá fazer as melhores escolhas para ela e o bebê, descartando os conselhos equivocados.

Abaixo, dois conteúdos interessantes sobre os preparativos para a amamentação:

Normalmente, ações específicas para ajudar na amamentação ocorrem depois que o bebê nasce, com os profissionais observando a pega, a boca do bebê, a posição da mamada etc. Mas a mãe deve, nas consultas do pré-natal, sempre tirar suas dúvidas sobre o assunto. Falar com outras mães também ajuda a se sentir tranquila. Afinal, dá mesmo um medo pensar que um serzinho chegará precisando de nós para se alimentar!

MAYA NA SEMANA MUNDIAL DO ALEITAMENTO MATERNO 2019

Durante o Agosto Dourado, mês do aleitamento materno, faremos uma série aqui no Blog sobre as diferentes fases da amamentação. O primeiro post é este sobre a preparação para amamentação durante a gravidez. Nos próximos falaremos sobre o estímulo à amamentação logo que o bebê nasce; as dificuldades das primeiras mamadas; a descida do leite (a chamada apojadura); a amamentação exclusiva nos primeiros seis meses da criança; a volta ao trabalho; e, por último, os perrengues do desmame.

Leia também: A importância da primeira mamada na primeira hora de vida



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