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Gestação, amamentação e muito mais

A amamentação exclusiva até os seis meses

A amamentação exclusiva até os seis meses

“Um chazinho para cólica”; “Mas nem água?”; “Eu te dava suco e você adorava!”. Não é incomum as mães que seguem a recomendação de amamentação exclusiva do bebê até os seis meses ouvirem essas frases. De fato, elas não devem ter passado pela amamentação exclusiva quando bebês.

Isso acontece porque amamentação exclusiva até os seis meses é uma recomendação relativamente recente da Organização Mundial da Saúde (OMS). A entidade estabeleceu essa orientação em 2001 após revisão de pesquisas científicas comparando o desenvolvimento e a saúde dos bebês e das mães com aleitamento materno exclusivo até os quatro meses e até os seis. Isso quer dizer que a primeira geração de bebês que nasceram sob essa orientação ainda não têm nem 20 anos.

As recomendações da OMS para a amamentação exclusiva

A OMS adotou a recomendação de amamentação exclusiva até os seis meses porque, primeiramente, ficou evidente a proteção contra diarreias e doenças respiratórias. Além dos anticorpos presentes no leite, evitar que o bebê ingira água ou alimentos que possam estar contaminados reduz a mortalidade infantil.

A amamentação exclusiva traz ganhos também para as mães. Por exemplo, elas recuperam mais rapidamente o peso de antes da gravidez e apresentam amenorreia (a falta de menstruação) mais prolongada, evitando gestações muito próximas. Além disso, há evidências de que a amamentação ajude na prevenção ao câncer no útero e de mama.

Para que a mãe possa amamentar o bebê pelo menos até os seis meses de vida, a OMS faz quatro recomendações básicas. A primeira é possibilitar que o recém-nascido tenha a primeira mamada na primeira hora de vida. A segunda é a própria amamentação exclusiva, já que isso estimula o corpo da mãe a produzir mais leite. A terceira orientação também contribui para uma maior produção de leite. É a amamentação em livre demanda. Ou seja, permitir que o neném mame quando quiser, seja dia ou noite. A quarta orientação é não usar bicos artificiais (mamadeira ou chupetas).

A rede de apoio para a amamentação

Essas quatro orientações da OMS parecem simples. Porém, a amamentação exclusiva até os seis meses – e prosseguir o aleitamento materno até os dois anos – é uma tarefa bem complexa. Para o seu sucesso, é necessário o esforço (muito esforço) não apenas da mulher, mas de uma rede de apoio. Por isso, devem ser envolvidos a família, os amigos, profissionais de saúde, a empresa em que a mãe trabalha etc.

No meio dessa jornada, aparecem dificuldades que vão desde dores físicas (bicos rachados, empedramento, mastite…) a dores emocionais. Pois, acordar pela sexta vez no meio da madrugada e segurar o grito de dor do bebê pegando o bico do peito machucado para não acordar o marido (“coitado, ele tem de trabalhar amanhã, e eu não!!”), pode ser um momento muito solitário e desesperador.

Por isso, é necessária a rede de apoio. Nela, a mãe deve procurar suporte tanto para questões “técnicas” ou afetivas. Entre elas, como saber se a pega do bebê está correta (sentir dor ao amamentar não é normal). Há diversos grupos de apoio à amamentação. Uma dica para encontrá-los é perguntar no banco de leite mais próximo de casa, procurando- o no site brasileiro da Rede Global de Banco de Leite Humano.

Um momento em que pode ficar bem difícil seguir com a amamentação exclusiva é o fim da licença-maternidade, já que no Brasil ela dura 120 dias (quatro meses). Algumas repartições públicas e empresas concedem licenças de seis meses. Sobre isso, falaremos no post de amanhã, com dicas sobre como prosseguir a amamentação exclusiva após a volta ao trabalho.

A Maya apoia a Semana da Amamentação.

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2 thoughts on “A amamentação exclusiva até os seis meses”

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